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Isto É Peanurs

O melhor onze para vencer o Euro

Há já muito tempo que andamos para ganhar Europeus e Mundiais e nunca os ganhamos. Despedem-se treinadores, culpam-se departamentos médicos, rogam-se pragas ao São Pedro, mas ninguém se lembra que, se calhar, não ganhamos porque não temos equipa para isso. É precisamente por isso que venho facilitar as contas ao Fernando Santos e apresentar uma equipa cheia de craques e capaz de ganhar a qualquer outra (pelo menos da fase de grupos).

 

Guarda-redes: Oblak. Sim, eu sei que ele é Esloveno e que depois de jogar por uma seleção não se pode jogar por outra, mas havemos de arranjar maneira. Afinal a Eslovénia nunca está presente nas grandes competições e ele há-de falar melhor português que o Danny. 

 

Defesas centrais: Pepe e Bruno Alves. Eu sei que devemos apostar na renovação da seleção e essa coisas todas, mas não nenhuma dupla de centrais capaz de assustar mais os adversários que esta.

 

Defesa esquerdo: Eliseu. O Eliseu é, como todos sabem, o melhor jogador português da atualidade (senão mesmo de todo o sempre) e parece-me apenas lógico que tenha lugar nesta equipa. 

 

Defesa direito: Vieirinha. Porque sim.

 

Médios: Raúl Meireles, William Carvalho, Renato Sanches. O Raúl Meireles vai para assustar o pessoal com aquela barba e tatuagens e se isso não chegar há sempre os centrais. O William vai porque é o melhor jogador de sempre (dizem os sportinguistas) e para o Bruno de Carvalho não emitir demasiados comunicados que possam destabilizar a equipa. O Renato Sanches vai porque dá bom ar ter um jogador do Bayern na equipa.

 

Extremos: Todos menos o Nani. Quaresma, Ronaldo, Danny ou quem quiserem. Vão todos fazer um mau trabalho, mas nunca tão mau quanto o Nani.

 

Ponta-de-lança: Makukula ou um cone. Inicialmente ia sugerir o Jonas, mas entretanto o Brasil lembrou-se que ele ainda existia e as restantes opções seriam Éder, Postiga ou Hugo Almeida. Pelo menos o Makukula tem um nome engraçado.

 

 

Agora digam-me que não ganhávamos o Euro com esta equipa...

Perdoa-me Rui Vitória por ser uma otária!

Não há nada neste mundo que desculpe a minha atitude. Todos aqueles que algum dia me chamaram estúpida ou coisa pior têm razão. Durante grande parte da época fartei-me de criticar o Rui Vitória (ou Rui Derrota, como lhe chamava) e segunda-feira lá estava eu na câmara de Lisboa a gritar pelo homem. Não é que tenha passado a adorá-lo ou que agora o ache o melhor treinador mundo, mas reconheço o esforço que foi passar por tudo quanto passou (como a contestação de muitos de nós) e acabar a época como campeão nacional. 

 

Levámos 3 do Sporting em casa, tínhamos o campeonato perdido a meio da época e, de repente, do nada, a equipa começa a jogar menos mal, a golear e a colecionar pontos até ao jogo decisivo em Alvalade em que o Mitroglou (aquele que o Jesus já tinha se o quisesse) marcou o golo solitário que nos permitiu a todos voltar a sonhar. Até sonhámos contra o Bayern. O Bayern, esse colosso que teve de sofrer para nos eliminar da Champions. Não se pratica ainda o futebol desejado, mas talvez seja mesmo só uma questão de tempo. Tempo esse que eu não queria dar o Rui Vitória. Nem eu, nem muitos benfiquistas que hoje perceberam que estavam errados. Estavamos tão ou mais errados quanto os sportinguistas quando acreditaram que iam vencer alguma coisa este ano. É engraçado que a única coisa que venceram foi a Supertaça (contra o Benfica) onde só chegaram porque no ano passado venceram a Taça de Portugal (como é Bruno, já estás arrependido de despedir o Marco Silva?).

 

Nunca me soube tão bem estar errada!

 

P.S. aos que andam a fazer retweet de coisas que escrevi no início da época sobre o Rui Vitória: get a life. (Sim, há pessoas a fazer isto).