Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Isto É Peanurs

Um mais um ainda serão dois?

O governo parece um miúdo que acabou de receber um brinquedo novo. A pouco tempo das eleições há números recorde no desemprego. Viva Portugal! Agora que todos estamos empregados, vamos tirar uns minutos para reflectir sobre a matemática aplicada pelo INE para chegar aos 11,9% de desempregados. 

Em abril, maio e junho não houve taxas de desemprego inferiores a 12%. Em abril havia 13%, em maio 12,4% e em junho 12,4% de desempregados. Assim sendo, a taxa de desemprego deste trimestre só podia ter um valor inferior a 12%, certo?

Estou a perguntar porque já não tenho matemática há bastante tempo. E todos nós sabemos que para calcular a média do que quer que seja é preciso ter matemática A. Eu tive MACS. Claro que em MACS não aprendemos a calcular a média. Aprendemos 1+1=2 e foi com estas aprendizagens que consegui os meus únicos 20's do secundário. 

Sendo:

x - percentagem de desempregados em cada um dos meses 
y - o número de meses em questão (três)

temos que:

(x+x+x):y=média de desempregados

Mas então vamos substituir as letras por números:

(13+12,4+12,4):3=12,6

Mais, a quantidade de pessoas desempregadas juntamente com aquelas que têm um emprego prefazem mais ou menos 5 milhões. Podemos então concluir que metade da população portuguesa é constituída por idosos ou crianças. Contam também  como empregados as pessoas a recibos verdes, estágios profissionais ou em cursos do IEFP. Então se eu tiver uma empresa, despedir uma pessoa e colocar duas a estágio profissional para fazer exactamente o que a outra fazia, sou um génio dos recursos humanos, certo?

A minha proposta (e volto a salientar que tive MACS) é que façamos uma vaquinha para comprar uma calculadora aos senhores do INE. Até posso emprestar a minha. Está é sem pilhas desde o final do exame de MACS. Felizmente aguentou até lá, senão como é que eu ia calcular médias, medianas e modas?

Nobody cares

O casamento do Jorge Mendes tem sido muito falado na imprensa. E não é só na imprensa cor-de-rosa. É em toda a imprensa. Quando eu ponho gosto numa página de um jornal no facebook (um que não o Correio da Manhã) espero que me informem sobre coisas relevantes (principalmente sobre futebol). É o que acontece. O casamento do Jorge Mendes é quase o acontecimento do ano. Não foi transmitido na SIC e TVI porque não tinha número de valor acrescentado para onde ligar e ganhar uns milhares de euros.

Mas parece-me importante perceber o porquê de tanto alarido à volta deste casamento. Jorge Mendes é uma celebridade internacionalmente conhecida por todos aqueles que são portugueses e simultaneamente apreciam futebol. É adorado por uma elevada percentagem do grupo anteriormente citado: mais ou menos uns 15%. E é ainda o grande patrão da selecção nacional, apesar de apenas os 85% restantes perceberem isso.

É por isto que o casamento do Jorge Mendes é tão relevante. É por isso que merece tantas notícias. Só eu é que não quero saber. Mas eu tenho problemas, toda a gente sabe isso.

Felicidade ao mais alto nível...

Vamos fazer um exercício. Pensem na vossa banda preferida. Agora imaginem que essa mesma banda decide que se vai separar. Conseguem imaginar? Eu não só consigo imaginar, como sei perfeitamente o que é. Estão a ver os Keane? Sim, esses mesmo que estavam cá mil e uma vezes em cada tour. Separaram-se há pouco menos de dois anos e ontem deu-me a nostalgia. Abri o spotify e tudo muito bem até que aparece uma música que eu não conheço. É nesse momento que me apercebo que nunca ouvi os mil e um b-sides deles. Felicidade suprema. Podem adivinhar o que está neste momento no meu windows media player.

E, coincidência das coincidências, foi precisamente há dois anos que os vi ao vivo (sim, eu decoro datas destas, mas esqueço-me de aniversários dos amigos) na Expofacic. Quando a Expofacic não era só Anselmo e afins. Curiosamente foi um drama para conseguir ir vê-los. Nem imaginam o que foi convencer os meus pais a deixarem-me levar o carro (sim, eu sou uma péssima condutora e nem fazia/faço ideia onde raios é cantanhede), mas com persistência  (e teimosia) tudo se consegue. E sabem quanto é que paguei para ver a minha banda preferida? 9€. Juro. 9€. É por isso que agora não pago para ver quase ninguém. Se os Keane só valem 9€, não há por aí muitos que possam valer mais. Pelo menos não no panorama do rock alternativo ou piano rock, ou o que lhe queiram chamar. Conjugar as músicas do Tim (e a genialidade dele enquanto pianista) e a voz fenomenal do Tom numa banda não é fácil. E torna-se ainda mais difícil quando o mercado começa a exigir coisas mais pop. Mas os Keane nunca fugiram ao estilo deles. É por isso tudo e muito mais que são a minha banda preferida.

E porque recordar é viver:






Pág. 2/2