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Isto É Peanurs

Eu também nunca fui muito boa a geometria

Reza a lenda que o vídeo árbitro ia trazer a verdade desportiva para o futebol português. Antes da época começar sportinguistas e portistas eram unânimes a dizer que o Benfica se ia lixar sem a ajuda dos árbitros. Ora, a época ainda agora começou e sportinguistas e portistas já mudaram de opinião baseados num golo anulado ontem ao Braga por fora-de-jogo.

 

Circula nas redes sociais uma imagem com uma linha que começa no local onde está o último jogador do Benfica e passa muito à frente do último jogador do Braga. Dizem os "especialistas" que é a linha do fora-de-jogo. Eu sempre fui boa aluna a matemática mas realmente geometria não era o meu forte. Ainda assim, podia jurar que a linha do fora-de-jogo tem de ser paralela à do campo/meio campo/grande área. Não é o caso nesta foto:

 

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E nem é preciso andar com medições porque vê-se a milhas. Portanto das duas uma: ou as pessoas que partilham esta imagem têm problemas de visão ou eram muito más a geometria. É compreensível! Quando tínhamos de fazer estas linhas com a régua e o esquadro eu também nunca conseguia manter as duas coisas no sítio exato.

Coisas que se compram com 222 milhões de euros

336363636 pacotes de leite meio gordo Mimosa;

82527881 embalagens de Oikos;

24694104 frascos de champô Tresemmé;

224242424 quilos de arroz carolino Cigala;

172093023 pacotes de massa esparguete Nacional;

117460317 packs de 3 pacotes de bolacha maria;

124719101 caixas de atum natural Bom Petisco;

600000000 garrafas de água Vitalis de 50cl;

89156626 frascos de 615ml de fairy;

376271186 embalagens de 70 guardanapos Renova.

 

Coisas que não se compram com 222 milhões de euros:

Noção, que é o que falta a muitos dirigentes futebolísticos.

O problema das minhas ideias verdadeiramente fenomenais...

... é nunca me dar ao trabalho de as apontar.

 

É incrível como tenho uma quantidade enorme de ideias para posts fantásticos (talvez fantásticos seja um exagero, mas nunca o saberão) no preciso momento em que estou quase a adormecer. Isto acontece sempre da mesma maneira: eu deito-me de madrugada sem sono nenhum, fico a rebolar meia hora na cama e, no preciso momento em que encontro a posição ideal para dormir, o meu cérebro decide lembrar-se de um tema excelente para abordar no blog. E nisto eu penso: "podia muito bem levantar-me e apontar isto num papel ou no telemóvel para escrever amanhã", mas acham que alguma vez fiz isso? Claro que não, porque prezo demasiado o meu sono de beleza e vivo na ilusão de que, no dia seguinte, me vou lembrar de tudo aquilo em que pensei no momento em que estava a fazer a transição entre este mundo e o fantástico mundo da hibernação. Qualquer dia tenho uma ideia brilhante para um negócio que me podia deixar milionária e nunca a executo porque não me apeteceu apontá-la.

 

P.S. Este foi um dos temas em que pensei ontem antes de ir dormir. A diferença é que nesse momento tinha muito mais interesse do que agora.

15 coisas fantásticas que a década de 90 nos deu

Se, como eu, nasceram no início dos anos 90 (sendo que algumas destas coisas são obviamente do início do milénio), vão reconhecer tudo isto.

 

1. As grandes decisões da vida eram tomadas escolhendo um número e uma cor

 

 

2. Tínhamos as melhores paisagens do mundo no nosso ambiente de trabalho

 

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3. E deixávamos de mexer no computador durante minutos só para ver tubos a serem construídos

 

 

4. Lemos os melhores livros de terror

 

 

 5. Era isso ou livros que implicavam jogos com dados e decisões que podiam muito bem acabar na nossa morte

 

 

6. Tínhamos canetas com 10 cores e escrevíamos com todas ao mesmo tempo se fosse preciso

 

 


7. E se isso não chegasse, dávamos uso ao nosso estojo de Picasso

 

 

 

8. Coleccionámos tazos 

 


9. O nosso animal de estimação era virtual

 

 

10. Ou mais ou menos real mas igualmente irritante

 

 


11. Usávamos pulseiras com os nossos nomes

 

 

11. Os acetatos eram sempre mal postos à primeira

 

 

12. Fazíamos arte com uns meros fios de plástico (sabem lá o tempo que demorou encontrar esta imagem)  

 

 

13. Todos conhecemos alguém que tinha um destes tapetes

 

 

14. Passas-me essa música?

 

 

15. A nossa maior alegria era acabar o solitário

 

Questões que assolam a humanidade #21

 

Qual é a diferença entre fettuccine e tagliatelle?

 

Eu adoro massa. Se tivesse de escolher uma coisa para comer para o resto da vida seria massa porque se pode fazer de mil e uma formas (isto para quem sabe cozinhar porque eu acabaria a comer massa com atum dia sim, dia não). Há dias, ao abrir um pacote de fettuccine, apercebi-me que há uns anos o continente vendia exatamente a mesma massa com o nome de tagliatelle. Como a minha mente já está programada para pensar nas grandes questões, comecei logo a interrogar-me sobre a diferença entre uma massa e outra. A nível estético eram iguais portanto seria de esperar que o sabor fosse diferente (como se a massa não soubesse praticamente toda ao mesmo). É igual.

 

Tudo isto levou a que eu fosse pesquisar sobre as diferenças entre uma coisa e outra (e nesta pesquisa descobri que há mais tipos de massas do que receitas de bacalhau). Há quem diga que fettuccine é mais larga e há também quem diga o contrário. Isto levou-me a concluir que são a mesma coisa: umas tiras largas de massa que eu deixo constantemente que se colem umas às outras enquanto as cozinho. Não feliz com esta conclusão, investiguei mais um pouco (porque eu gosto de vos dar todas as informações) e a único informação que encontrei em mais do que um sítio e que me pareceu aceitável foi o facto de serem realmente a mesma coisa mas o nome depender do local onde estamos. No norte de Itália come-se tagliatelle, no centro come-se fettuccine. É uma espécie de ténis (que os lisboetas insistem em usar como referindo-se a calçado como se não fosse um desporto) e sapatilhas. Portanto já sabem, se forem a Roma peçam fettuccine e se forem a Milão peçam tagliatelle. Ou então isto está tudo errado como a maioria das coisas que se encontram na net.

Como dormir com este calor

Se são como eu e não dormiram mais de duas horas nos últimos três dias, continuem a ler. Se dormiram como se fosse uma noite de inverno, por favor partilhem comigo o vosso segredo.

 

A melhor opção (e também mais barata) para sobreviver aos 30 graus que estão de noite/madrugada é dormirem na banheira. Enchem-na com água e metem-se lá dentro. Não é uma solução amiga do ambiente mas temperaturas extremas exigem medidas extremas. 

 

Outra excelente opção é dormirem dentro de uma arca frigorífica. Parece macabro e faz lembrar algumas notícias do Correio da Manhã (ou da TVI, que a diferença já é pouca ou nenhuma), mas é capaz de funcionar. Exige investimento para quem não tem uma arca frigorífica, mas é coisa para compensar a curto e longo prazo.

 

Outra solução é fazerem as coisas que têm a fazer de noite e dormir de dia. Sim, eu sei que está mais calor, mas sabem onde é que se está mesmo bem durante o dia? Numa gruta. Senhores do turismo, pensem nisto. Em vez de visitas guiadas para explicar a diferença entre estalactites e estalagmites, metam uns colchões nas grutas e arrendem à hora.

The Handmaid's Tale

 

Há tanto tempo que não falo de séries aqui que me sinto na obrigação de vir falar de uma realmente boa. Felizmente consegui arranjar uma melhor que isso. The Handmaid's Tale é baseada no livro de 1985 com o mesmo nome e a história é surreal mas, ainda assim, não deixa de nos provocar um conjunto enorme de emoções, desde a raiva à incompreensão. 

 

Tentando não dar muitos spoilers, The Handmaid's Tale fala sobre um futuro não muito distante em que os EUA passam a ser Gilead, uma ditadura baseada em ensinamentos cristãos em que as mulheres não têm direito a trabalhar, possuir qualquer bem ou sequer ler. Nós acompanhamos a história através da visão de Offred (cujo nome lhe é dado por estar em casa do comandante de Gilead chamado Fred). Offred é uma handmaid, e o que é uma handmaid? Uma mulher que serve apenas para dar filhos aos comandantes de Gilead, onde há cada vez menos crianças. Cada uma das mulheres férteis que restam em Gilead vai para casa de um dos comandantes e é violada pelos mesmos para que lhe possa dar um filho. Às mulheres não-férteis restam-lhe dois destinos: ou são casadas com um dos comandantes e aceitam ter outras mulheres em suas casas a serem violadas pelos maridos, ou são Marthas (empregadas domésticas). 

 

 

Parece confuso e a verdade é que o primeiro episódio me deixou assim mesmo, mas com o decorrer da série passamos a perceber bem o enredo e a odiar a maioria das personagens ou simpatizar com outras. Os flashbacks são extremamente bem feitos para que consigamos perceber como é que as coisas chegaram ao ponto a que chegaram. A série está tão boa que até me fez começar a ler o livro. São apenas 10 episódios com mais ou menos 50 minutos, que se vêm num ápice.

 

Facto

A única vez que ouvi Despacito foi na Feira de Maio em Leiria porque começou a dar no local onde eu estava. Não fazia ideia que aquela era a "música do momento" se uma amiga minha não me tivesse dito. Ouvi uns 20 segundos, não faço ideia qual é o ritmo, não sei nada da letra e é assim que tenciono continuar.