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Isto É Peanurs

O problema das minhas ideias verdadeiramente fenomenais...

... é nunca me dar ao trabalho de as apontar.

 

É incrível como tenho uma quantidade enorme de ideias para posts fantásticos (talvez fantásticos seja um exagero, mas nunca o saberão) no preciso momento em que estou quase a adormecer. Isto acontece sempre da mesma maneira: eu deito-me de madrugada sem sono nenhum, fico a rebolar meia hora na cama e, no preciso momento em que encontro a posição ideal para dormir, o meu cérebro decide lembrar-se de um tema excelente para abordar no blog. E nisto eu penso: "podia muito bem levantar-me e apontar isto num papel ou no telemóvel para escrever amanhã", mas acham que alguma vez fiz isso? Claro que não, porque prezo demasiado o meu sono de beleza e vivo na ilusão de que, no dia seguinte, me vou lembrar de tudo aquilo em que pensei no momento em que estava a fazer a transição entre este mundo e o fantástico mundo da hibernação. Qualquer dia tenho uma ideia brilhante para um negócio que me podia deixar milionária e nunca a executo porque não me apeteceu apontá-la.

 

P.S. Este foi um dos temas em que pensei ontem antes de ir dormir. A diferença é que nesse momento tinha muito mais interesse do que agora.

15 coisas fantásticas que a década de 90 nos deu

Se, como eu, nasceram no início dos anos 90 (sendo que algumas destas coisas são obviamente do início do milénio), vão reconhecer tudo isto.

 

1. As grandes decisões da vida eram tomadas escolhendo um número e uma cor

 

 

2. Tínhamos as melhores paisagens do mundo no nosso ambiente de trabalho

 

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3. E deixávamos de mexer no computador durante minutos só para ver tubos a serem construídos

 

 

4. Lemos os melhores livros de terror

 

 

 5. Era isso ou livros que implicavam jogos com dados e decisões que podiam muito bem acabar na nossa morte

 

 

6. Tínhamos canetas com 10 cores e escrevíamos com todas ao mesmo tempo se fosse preciso

 

 


7. E se isso não chegasse, dávamos uso ao nosso estojo de Picasso

 

 

 

8. Coleccionámos tazos 

 


9. O nosso animal de estimação era virtual

 

 

10. Ou mais ou menos real mas igualmente irritante

 

 


11. Usávamos pulseiras com os nossos nomes

 

 

11. Os acetatos eram sempre mal postos à primeira

 

 

12. Fazíamos arte com uns meros fios de plástico (sabem lá o tempo que demorou encontrar esta imagem)  

 

 

13. Todos conhecemos alguém que tinha um destes tapetes

 

 

14. Passas-me essa música?

 

 

15. A nossa maior alegria era acabar o solitário

 

Questões que assolam a humanidade #21

 

Qual é a diferença entre fettuccine e tagliatelle?

 

Eu adoro massa. Se tivesse de escolher uma coisa para comer para o resto da vida seria massa porque se pode fazer de mil e uma formas (isto para quem sabe cozinhar porque eu acabaria a comer massa com atum dia sim, dia não). Há dias, ao abrir um pacote de fettuccine, apercebi-me que há uns anos o continente vendia exatamente a mesma massa com o nome de tagliatelle. Como a minha mente já está programada para pensar nas grandes questões, comecei logo a interrogar-me sobre a diferença entre uma massa e outra. A nível estético eram iguais portanto seria de esperar que o sabor fosse diferente (como se a massa não soubesse praticamente toda ao mesmo). É igual.

 

Tudo isto levou a que eu fosse pesquisar sobre as diferenças entre uma coisa e outra (e nesta pesquisa descobri que há mais tipos de massas do que receitas de bacalhau). Há quem diga que fettuccine é mais larga e há também quem diga o contrário. Isto levou-me a concluir que são a mesma coisa: umas tiras largas de massa que eu deixo constantemente que se colem umas às outras enquanto as cozinho. Não feliz com esta conclusão, investiguei mais um pouco (porque eu gosto de vos dar todas as informações) e a único informação que encontrei em mais do que um sítio e que me pareceu aceitável foi o facto de serem realmente a mesma coisa mas o nome depender do local onde estamos. No norte de Itália come-se tagliatelle, no centro come-se fettuccine. É uma espécie de ténis (que os lisboetas insistem em usar como referindo-se a calçado como se não fosse um desporto) e sapatilhas. Portanto já sabem, se forem a Roma peçam fettuccine e se forem a Milão peçam tagliatelle. Ou então isto está tudo errado como a maioria das coisas que se encontram na net.

Como dormir com este calor

Se são como eu e não dormiram mais de duas horas nos últimos três dias, continuem a ler. Se dormiram como se fosse uma noite de inverno, por favor partilhem comigo o vosso segredo.

 

A melhor opção (e também mais barata) para sobreviver aos 30 graus que estão de noite/madrugada é dormirem na banheira. Enchem-na com água e metem-se lá dentro. Não é uma solução amiga do ambiente mas temperaturas extremas exigem medidas extremas. 

 

Outra excelente opção é dormirem dentro de uma arca frigorífica. Parece macabro e faz lembrar algumas notícias do Correio da Manhã (ou da TVI, que a diferença já é pouca ou nenhuma), mas é capaz de funcionar. Exige investimento para quem não tem uma arca frigorífica, mas é coisa para compensar a curto e longo prazo.

 

Outra solução é fazerem as coisas que têm a fazer de noite e dormir de dia. Sim, eu sei que está mais calor, mas sabem onde é que se está mesmo bem durante o dia? Numa gruta. Senhores do turismo, pensem nisto. Em vez de visitas guiadas para explicar a diferença entre estalactites e estalagmites, metam uns colchões nas grutas e arrendem à hora.

The Handmaid's Tale

 

Há tanto tempo que não falo de séries aqui que me sinto na obrigação de vir falar de uma realmente boa. Felizmente consegui arranjar uma melhor que isso. The Handmaid's Tale é baseada no livro de 1985 com o mesmo nome e a história é surreal mas, ainda assim, não deixa de nos provocar um conjunto enorme de emoções, desde a raiva à incompreensão. 

 

Tentando não dar muitos spoilers, The Handmaid's Tale fala sobre um futuro não muito distante em que os EUA passam a ser Gilead, uma ditadura baseada em ensinamentos cristãos em que as mulheres não têm direito a trabalhar, possuir qualquer bem ou sequer ler. Nós acompanhamos a história através da visão de Offred (cujo nome lhe é dado por estar em casa do comandante de Gilead chamado Fred). Offred é uma handmaid, e o que é uma handmaid? Uma mulher que serve apenas para dar filhos aos comandantes de Gilead, onde há cada vez menos crianças. Cada uma das mulheres férteis que restam em Gilead vai para casa de um dos comandantes e é violada pelos mesmos para que lhe possa dar um filho. Às mulheres não-férteis restam-lhe dois destinos: ou são casadas com um dos comandantes e aceitam ter outras mulheres em suas casas a serem violadas pelos maridos, ou são Marthas (empregadas domésticas). 

 

 

Parece confuso e a verdade é que o primeiro episódio me deixou assim mesmo, mas com o decorrer da série passamos a perceber bem o enredo e a odiar a maioria das personagens ou simpatizar com outras. Os flashbacks são extremamente bem feitos para que consigamos perceber como é que as coisas chegaram ao ponto a que chegaram. A série está tão boa que até me fez começar a ler o livro. São apenas 10 episódios com mais ou menos 50 minutos, que se vêm num ápice.

 

Facto

A única vez que ouvi Despacito foi na Feira de Maio em Leiria porque começou a dar no local onde eu estava. Não fazia ideia que aquela era a "música do momento" se uma amiga minha não me tivesse dito. Ouvi uns 20 segundos, não faço ideia qual é o ritmo, não sei nada da letra e é assim que tenciono continuar.

Conjugação do verbo estar

Isto não está de forma nenhuma relacionada com aquilo que um certo grupo escreveu no twitter. Tive saudades das aulas de português gastas a conjugar verbos e apeteceu-me fazê-lo de novo. Cá vai:

 

Presente do Indicativo:

Eu estou

Tu estás 

Ele está

Nós estamos

Vós estais

Eles estão

 

Pretérito Perfeito do Indicativo:

Eu estive

Tu estiveste

Ele esteve

Nós estivemos

Vós estivestes

Eles estiveram

 

Pretérito Imperfeito do Indicativo:

Eu estava

Tu estavas

Ele estava

Nós estávamos

Vós estáveis

Eles estavam

 

Pretérito Mais-Que-Perfeito do Indicativo:

Eu estivera

Tu estiveras

Ele estivera

Nós estivéramos

Vós estivéreis

Eles estiveram

 

Futuro do Indicativo:

Eu estarei

Tu estarás

Ele estará

Nós estaremos

Vós estareis

Eles estarão

 

Presente do Conjuntivo:

Eu esteja

Tu estejas

Ele esteja

Nós estejamos

Vós estejais

Eles estejam

 

Pretérito Imperfeito do Conjuntivo:

Eu estivesse

Tu estivesses

Ele estivesse

Nós estivéssemos

Vós estivésseis

Eles estivessem

 

Futuro do Conjuntivo:

Eu estiver

Tu estiveres

Ele estiver

Nós estivermos

Vós estiverdes

Eles estiverem

 

Infinitivo:

Eu estar

Tu estares

Ele estar

Nós estarmos

Vós estardes

Eles estarem

 

Imperativo:

Tu está

Vós estai

 

Gerúndio:

Estando

 

Particípio Passado:

Estado

 

Agora notem duas coisas: 1. Pretérito imperfeito do subjuntivo não existe (pelo menos no meu tempo não existia, nunca se sabe o que é que inventaram ultimamente). 2. Está-se (a forma correta de estasse) não figura em nenhum dos tempos verbais acima porque é uma conjugação reflexa do presente do indicativo. De nada.

 

Supernatural ou "a série que faz questionar a nossa sanidade mental"

Que eu tenho problemas mentais já não é novidade, mas cheguei à conclusão que estes são bem mais graves do que eu pensava. Permitam-me que vos faça um resumo do último episódio da 12.ª temporada de Supernatural para perceberem melhor o que quero dizer.

 

Começamos por descobrir que o Crowley afinal não está morto. No último episódio o Lucifer tinha-lhe espetado uma lâmina capaz de matar demónios no lombo mas ele conseguiu esfumar-se para dentro de um rato e reemergir debaixo da terra no seu antigo corpo. Escusado será dizer que no episódio anterior não vimos qualquer fumo a passar do corpo para o rato, mas isso são pormenores.

 

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Nisto há uma mulher que está grávida do Lucifer (long story) e é guardada por um anjo. Eles foram às compras como se não tivessem o maior vilão de todos os tempos à procura deles e a mulher toca no carro e deixa um luz dourada para trás que entretanto se começa a deslocar para formar uma barra vertical de luz dourada.

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Curiosos? O anjo também estava. Por isso mesmo decidiu tocar nessa estranhíssima luz e de repente estava numa espécie de universo alternativo onde os efeitos especiais são feitos no movie maker. Mais tarde descobrimos que este é um mundo onde o Dean e o Sam nunca nasceram e por isso não tiveram a oportunidade de salvar a humanidade 648587884 vezes do apocalipse.

 

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Entretanto Lucifer aparece e que plano genial é que dois humanos, um anjo e um demónio arranjam? "Vamos prendê-lo no mundo alternativo e o pessoal de lá que lide com ele". Para isto o Crowley faz um feitiço, mata-se e no final o Lucifer volta para o universo real porque a luz demorou demasiado tempo a desaparecer. Tanto tempo que a mãe Winchester (que estava morta e ressuscitou no início da temporada) ainda tem tempo de empurrar o Lucifer (que entretanto matou o anjo) para a realidade alternativa e ir juntamente com ele. No final o puto acaba por nascer, a mãe dele morre e agora é esperar pela temporada 13 para ver de que forma trazem de volta o Crowley e o Castiel.

 

Eu sei, isto parece tudo inventado por mim, mas a verdade é que a minha imaginação não é assim tão boa. Há muitos anos que questiono o porquê de ver esta série e ia sempre arranjando uma razão minimamente aceitável. Agora já nem o facto de terem trazido de volta o meu vilão preferido salva isto. É melhor aceitar que tenho problemas mentais sérios até porque não penso deixar de ver a série.