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Isto É Peanurs

Fora das quatro linhas

Sempre houve ódio no futebol e isso é um dado adquirido. O que nem sempre houve foram órgãos de comunicação social a espalhar esse ódio. No meu tempo faziam-se notícias sobre futebol e menos sobre extra futebol. No meu tempo os programas para discutir futebol serviam, surpreendentemente, para discutir futebol ao invés do que acontece hoje em dia em que esses programas servem para três atrasados mentais gritarem uns com os outros. Fui lendo umas frases aqui e ali sobre o atropelamento desta madrugada até que decidi ir informar-me no jornal mais vendido do país. O Correio da Manhã conquistou-me logo com o título da notícia:

 

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"Adepto do Sporting assassinado junto ao Estádio da Luz". Notem que se o senhor fosse adepto, diga-mos, da Fiorentina, o impacto deste título seria nulo. Ou se fosse um adepto do Sporting assassinado em frente ao Continente de Telheiras. Ou, ainda mais radical, um homem atropelado em Lisboa. Nenhum destes títulos dava tantos cliques e, curiosamente, também nenhum deles espalhava tanto ódio. Abrimos a notícia e temos um festival de suposições: "Um italiano ligado à Fiorentina mas que também será adepto do Sporting", "Marco Ficini, de 41 anos, estaria com elementos da claque leonina Juve Leo, de que faria parte"... Os "será", "estaria" e "faria" criam um clima de certeza mas ao mesmo tempo de dúvida. Isto é o melhor que se pode fazer no "jornalismo": não há certezas? Mete-se um talvez que o pessoal acredita e nós depois podemos desmentir dizendo que nunca fizemos afirmações.

 

Estou ansiosamente à espera para ver como vai ser tratado este caso no Prolongamento, aquele programa onde se discute tão bem o que se passa nas quatro linhas. É curioso que tirei Ciências da Comunicação porque queria ser jornalista de desporto e, hoje em dia, não me consigo identificar sequer com o jornalismo feito neste país. Se há bom jornalismo e bons jornalistas? Claro que há. Ainda há umas semanas tive o prazer de conhecer o Carlos Daniel e dizer-lhe o quanto o admiro enquanto jornalista e comentador desportivo. O problema do mau jornalismo são as pessoas que lêem/vêm este lixo, porque no momento em que o sensacionalismo deixar de vender, os órgãos de comunicação social vão ter de apostar noutra coisa. Até lá vão-se alimentando ódios. 

Claques

Já todos sabemos que em Portugal o futebol se joga sobretudo fora das quatro linhas. Geralmente isso faz-se naqueles programas interessantíssimos em que se reúnem uns atrasados mentais a gritar uns com os outros. De vez em quando faz-se mais perto das quatro linhas como tem sido o caso. Começaram os Super Dragões a desejar que a equipa do Benfica estivesse no avião da Chapecoense. Pessoalmente gosto mais daquele cântico típico que tem implícito que as mães dos benfiquistas praticam uma profissão isenta de impostos, mas são gostos. A seguir vêm os No Name e declamam uma bela letra sobre o adepto sportinguista que morreu há uns quantos anos no Jamor. 

 

Os clubes já vieram pedir desculpas e tal, os adeptos com cérebro já disseram que aquela gente não os representa (ou então ignoraram como eu), mas parece-me que há aqui uma coisa que está a escapar a toda a gente: a qualidade literária e musical destes cânticos. Será que as pessoas que os escrevem alguma vez ouviram os da Premier League? Certamente que não. Lá fazem-se coisas com uma qualidade literária incrível, aqui escrever dois versos já é dramático. 

 

 

 

Quem é que ensaia estas coisas? É que se vão passar meia hora a dizer a mesma coisa, convém que inovem de alguma maneira. Fica aqui a minha dica: dividam o pessoal - tenores para um lado, barítonos para o outro - e façam umas harmonias engraçadas que assim pode ser que as pessoas normais ignorem a vossa estupidez e pensem "sim senhor, excelente arranjo vocal que aqui está". Se quiserem apostar a sério nisto, metam um anúncio para pessoas que saibam escrever e peçam-lhes que escrevam uma música inteira. Eu sei, o vosso cérebro não é enorme e decorar mais que dois versos não pode ser fácil, mas com força de vontade tudo se consegue. Depois é tentarem conquistar o máximo de adeptos burros que conseguirem. Eu até me achava uma candidata interessante para a parte das letras, mas infelizmente já estou comprometida com aquele tipo de adeptos que vai ao estádio e entoa cânticos de apoio à equipa, senão mandava-vos já o meu currículo. 

Hater vs eu

Se questionarem os meus amigos sobre mim, entre as palavras sarcasmo, Benfica e eurovisão vai aparecer a frase "ela odeia o mundo". Calúnias. Eu não odeio mundo mas de facto as pessoas (não todas mas uma grande parte) fazem-me confusão. Infelizmente, por muito que odeie muita coisa e há muito tempo, não sou ninguém ao pé dos odiadores profissionais que apareceram nos últimos tempos, os chamados haters.

 

Um hater difere de mim principalmente no tempo gasto a odiar. Eu, que sou uma mera pessoa que não gosto de algumas coisas/pessoas, limito-me a gastar uns segundos de vida a odiar essa coisa/pessoa quando ela me aparece à frente ou me falam nela. Tirando isso, nem sequer me lembro que essa coisa/pessoa existe.

 

O hater faz o seu trabalho sério. Sobretudo nas redes sociais, que ao vivo as coisas tornam-se mais complicadas. Hater que é hater perde horas de vida nas redes socias das pessoas de quem não gosta a comentar todas as fotos e publicações que esta pessoa alguma vez fez. Percebe que ninguém lhe liga e vai para grupos de facebook incitar à discussão e dizer mal das pessoas de quem não gosta a outras pessoas para tentar cultivar o ódio. Pessoalmente? É um amor de pessoa. Fazem falta pessoas como eu que se limitem a odiar mas não sejam haters. Estou a pensar fazer workshops de ódio e de como o controlar porque a linha entre ser odiadora e hater é ténue e nunca se sabe quando é que a vamos ultrapassar.

Letras com nota artística #9: "Pica do Sete"

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Já há uns tempos que me ando a questionar sobre esta música e sempre que a oiço penso "tenho de escrever sobre ela" mas, como todas as ideias que tenho, isso acaba esquecido naquele lugar do meu cérebro que armazenou toda a história da arte dada no 12.º ano. Na semana passada estava a ver a gala do Benfica e quem é que aparece para cantar? O António Zambujo. E o que é que ele canta? O Pica do Sete. Foi então que se fez luz. Atentem na letra:

 

 

"De manhã cedinho

Eu salto do ninho e vou p'rá paragem

De bandolete à espera do 7

Mas não p'la viagem

 

Eu bem que não queria

Mas um certo dia vi-o passar

E o meu peito céptico

Por um pica de eléctrico voltou a sonhar

 

A cada repique

Que soa do clique d'aquele alicate

Num modo frenético

O peito céptico toca a rebate

 

Se o trem descarrila

O povo refila e eu fico num sino

Pois um mero trajecto

No meu caso concreto é já o destino

 

Ninguém acredita no estado em que fica o meu coração

Quando o 7 me apanha

Até acho que a senha me salta da mão

Pois na carreira desta vida vã

Mais nada me dá a pica que o pica do 7 me dá

 

Que triste fadário que itinerário tão infeliz

Cruzar meu horário com o de um funcionário de um trem da Carris

Se eu lhe perguntasse se tem livre passe para o peito de alguém

Vá-se lá saber talvez eu lhe oblitere o peito também

 

Ninguém acredita no estado em que fica o meu coração

Quando o 7 me apanha

Até acho que a senha me salta da mão

Pois na carreira desta vida vã

Mais nada me dá a pica que o pica do 7 me dá"

 

Ponto 1: alguém disse ao Zambujo que não há nenhum elétrico com o número 7 em Lisboa? "Ó Jessica mas quem é que te diz que a história da música se passa em Lisboa?". É uma questão pertinente e basta olhar para o videoclip para perceber que este elétrico é, de facto, o 15 e não o 7 (até porque o 7 não existe). Se era para escrever uma música sobre elétricos, escolhia um número entre o 15, 18, 25 ou 28. Outra coisa interessante no vídeo é o tempo que demora o percurso. Notem que ela entra no elétrico "de manhã cedinho", anda um bocado, entretanto é noite e depois volta a ser dia. De facto já cheguei a fazer o percurso completo do 15 e parece demorar um dia inteiro.

 

Mas passemos à letra que é para isso que eu cá estou. Numas festas da terrinha há uns meses estava a dar esta música e eu comentei com a Sara a minha indignação em relação ao facto de não haver um elétrico 7 em Lisboa e foi aí que ela me alertou para outro problema nesta letra. Pensava eu que o rapaz ficava com a pica por causa da rapariga que estava no elétrico. Afinal não. Quem lhe dá pica é o pica ("mais nada me dá a pica que o pica do 7 me dá"). Claro que este verso funciona em termos métricos bastante bem e por isso faz sentido tê-lo na música. O problema é que no resto da música temos mais indícios de que o Zambujo está perdido de amores por um pica da carris, senão atentem nos versos: "E o meu peito céptico/Por um pica de eléctrico voltou a sonhar"  e "Cruzar meu horário com o de um funcionário de um trem da Carris".

 

Seria de esperar que estes fossem os únicos problemas desta letra, certo? Errado. Atentem na primeira estrofe: "De bandolete à espera do 7/Mas não p'la viagem". Calma lá, então ela está na paragem, à espera do elétrico mas não está à espera da viagem? Então está na paragem a fazer o quê? A apreciar a vista? Há muitos miradouros em Lisboa para fazer isso. 

 

(Eu sei que a quantidade de vezes que disse elétrico neste texto é absurda)

Expressões parvas usadas pelos portugueses

A língua portuguesa é rica em figuras de estilo e a metáfora é uma das mais utilizadas sobretudo em expressões do nosso dia-a-dia. Qualquer estrangeiro que nos oiça a dizer uma das 10 frases que se seguem fica a olhar para nós como se fossemos as pessoas mais estranhas. Porquê? Porque, de facto, a grande maioria delas são parvas e não têm nada a ver com o seu significado.

 

Passar pelas brasas

 

Porque dizer a alguém que essa pessoa acabou de dormir uma sesta é demasiado mainstream, diz-se que a pessoa acabou de passar por brasas. Ou seja, em vez de nos referir-mos a dormir, falamos de brasas. Porque é que não dizemos então "passar pelos fósforos" ou "passar pela lenha"?

 

Valer a pena

 

O meu pai costumava responder tantas vezes à expressão "não vale a pena" com um "vale a galinha" que eu acabei por ganhar essa mania e digo-vos que é extremamente irritante. Mas de facto qual é a lógica de dizer que algo vale ou não a pena em vez do esforço? Não iria dar ao mesmo dizer esforço em vez de pena? Claro que sim, mas os portugueses acham que não vale a pena (nem a galinha) falar como pessoas normais.

 

Muitos anos a virar frangos

 

"Como é que fazes isso tão bem?" "Olha, são muitos anos a virar frangos". Felizmente os meus talentos são pouco mais que nenhuns e, por isso mesmo, ninguém me pergunta como é que eu sei fazer o que quer que seja. Evitam-me o trabalho de usar esta expressão ridícula.

 

Bater as botas

 

Não, a sério, alguém pensou que bater botas não tem absolutamente nada a ver com morrer? Quem é que inventou isto? E quem é que achou esta metáfora tão genial ao ponto de a usar?

 

Apanhar ar

 

As pessoas dizem constantemente (principalmente nos filmes porque na vida real ninguém usa esta expressão) que precisam de apanhar ar e, no entanto, eu nunca vejo ninguém realmente a apanhar ar. Não sei se é mais estúpido alguém dizer que precisa de apanhar ar ou dizê-lo e não o ir apanhar. Esta expressão só faz sentido para aquela pessoa que decidiu fazer da venda de ar de Fátima um negócio.

 

Ter lata

 

Mas lata de quê? De tinta? De sumo? Ou uma daquelas que dão com as fitas de finalista na faculdade? Expressão demasiado genérica, há muitas latas no mundo.

 

Barriga a dar horas

 

Da mesma forma que a palavra saudade só existe em Portugal, as barrigas que dão horas também. É uma pena que a minha não seja dessas porque me poupava muitas idas ao telemóvel ver que horas são. Por outro lado o meu telemóvel serve para pouco mais que isso portanto talvez seja bom a minha barriga não dar horas.

 

Chorar sobre leite derramado

 

Já entornei muito leite na minha vida (sobretudo quando estou a abrir os pacotes) e isso nunca me fez chorar. Claro que toda a gente me chama insensível e portanto não sou o melhor exemplo. Digam-me, já choraram por leite derramado?

 

Procurar uma agulha num palheiro

 

Será que houve mesmo alguém a procurar uma agulha num palheiro? Será que alguém perdeu uma agulha num palheiro? Ou será que alguém escondeu uma agulha num palheiro? Não era mais simples comprar uma agulha nova? O que é que alguém foi fazer com uma agulha para um palheiro? A quantidade de perguntas geradas por esta expressão são imensas.

 

Sentir dor de cotovelo

 

Sim, porque quando se sente inveja de alguém começa-nos claramente a doer o cotovelo. A mim o cotovelo só me dói se bater em alguma coisa, e acreditem que eu sinto inveja. Ainda há dias a senti quando vi que alguém tinha ganho o Euromilhões.

Questões que assolam a humanidade #19

 

O que é uma cabeça-de-alho-chocho?

 

Interessa antes de mais esclarecer a grafia desta palavra. Diz a internet (porque, sabe-se lá como, nunca necessitei de escrever tal coisa em toda a minha vida) que se escreve com hífen, mas parece-me que com o novo acordo ortográfico isso possa ter mudado. Havendo falta de fontes fiáveis, vou manter os hífenes.

 

Uma pessoa apelidada de cabeça-de-alho-chocho é uma pessoa distraída (pelo menos assim o diz um qualquer dicionário online). Questão respondida. O que me incomoda são os vários significados da palavra chocho tendo em conta que nenhum deles se aplica a distração nem nada que se pareça. E, de todos eles (que podem ver aqui), há talvez um que se aplique a alhos, que é o primeiro. Agora expliquem-me lá porque é que há pessoas que insistem em usar esta expressão...

 

Não vamos passar uma vergonha na Eurovisão!

Sabem há quantos anos não temos uma música digna a representar-nos na Eurovisão? Há demasiados. E este ano, apesar do que muitos portugueses dizem, temos uma música de qualidade a representar-nos. Talvez não consiga um bom lugar (e eu acho que não consegue), mas pelo menos não nos faz ter vergonha de sermos portugueses. Foi uma vitória justa de uma melodia simples mas extremamente bem interpretada. Não lhe encontro a magia que muitos parecem ter visto mas tenho de dar o braço a torcer e reconhecer a justiça deste resultado. Eu mesma aplaudi de pé esta vitória. Chateia-me que se tenham mudado músicas e atuações entre a semifinal e a final e o júri tenha votado a ver vídeos da semifinal. Chateia-me que a qualidade do som nas semifinais tenha sido miserável e acima de tudo chateiam-me aqueles que fizeram músicas bastante fracas.

 

 

Há muitos anos que o Festival da Canção não era tão bom e há muitos anos que não me trazia nada de novo. Este ano fez-me ir ouvir o álbum que o Salvador lançou no ano passado e fez-me perceber que, mesmo não adorando "Amar pelos dois", é bastante bom. Oiço muitas influências do Jamie Cullum em várias músicas e isso agrada-me imenso não fosse eu grande fã dele. A juntar a isso, graças ao Festival ainda fui ouvir Virgem Suta. Apetece-me dar um tiro a mim própria por nunca o ter feito. Genial. Tanto como a música que apresentaram no Festival que era uma das minhas preferidas e uma das que aplaudi de pé.

 

 

E, para falar da minha preferida, vou copiar aquilo que escrevi no facebook sobre ela: 

 

Não votava no Festival da Canção desde 2011. Amigos meus dizem que eu não consigo ser imparcial porque ouvi esta música antes do tempo. Sou tão imparcial que achei a actuação da semifinal má. Sou tão imparcial que achei a vitória do Salvador justa. O que não acho justo é a forma como esta canção tem sido tratada. Eu não sei nada de música, mas parece-me que ainda ninguém se deu realmente ao trabalho de ouvir a sério este instrumental. Ainda ninguém percebeu a quantidade de instrumentos que a música tem e forma genial como estão conjugados (se se gosta do estilo já é outra conversa). Há dois anos escrevi no twitter que "as músicas do Nuno Feist são demasiado boas para o Festival da Canção" e, de facto, são.


Vamos bem representados à Eurovisão este ano (e há muito que isso não acontecia) e é por isso que, mesmo que queira, não consigo ficar chateada. Estou triste porque uma das minhas músicas preferidas de sempre do FC não ganhou, mas para mim o Festival foi ganho no momento em que alguém cujo trabalho admiro há anos ouviu um conselho meu e fez ligeiras alterações à música graças a esse conselho. É uma pena que o júri não tenha sequer tido a oportunidade de votar nesta nova versão.

 

10 coisas que aprendi com House

Depois das 10 coisas que aprendi com Supernatural, pareceu-me (razoavelmente) interessante fazer o mesmo com uma série que toda a gente conhece. Eu estou a fazer maratona de House e falta-me a última temporada mas, tendo em conta que os episódios são sempre iguais, parece-me que já estou apta a fazer uma lista interessante.

 

O primeiro diagnóstico nunca está certo

 

Nem o segundo. Quando o doente estiver quase a morrer é que vamos ficar a saber o que ele tem.

 

Invadir a casa de um doente é a melhor forma de o curar

 

Notem que quando alguém está no hospital não está ninguém em casa dessa pessoa quer ela more sozinha ou não. Mais, assaltar uma casa nos Estados Unidos deve ser uma tarefa bastante fácil. 

 

Podes ser a pior pessoa do mundo e mesmo assim ter amigos

 

Mentiroso, manipulador, egocêntrico... Não importa quantos defeitos tens, há sempre um Wilson neste mundo disposto a ser teu amigo.

 

Qualquer pessoa pode ser tratada pelo melhor médico do mundo

 

Não importa se é um diplomata rico ou uma desempregada como eu. Quem é que paga as despesas? Ninguém sabe.

 

Viajar pode dar sérios problemas de saúde

 

Qualquer local fora dos EUA é extremamente propício ao aparecimento de doenças. É normal, o ar nos EUA não tem qualquer tipo de poluição.

 

Antes de melhorares tens de piorar

 

Piorar muito. Assim quase a chegar ao ponto em que estás mais para lá do que para cá. É uma coisa que se diz regularmente, mas House provou este ditado. 

 

Nunca é doença de Wilson, mas toda a gente a sugere

 

Que doença é esta? 7 temporadas depois e eu ainda não sei porque ninguém a tem mas há sempre alguém que a sugere.

 

Toda a gente deve fazer uma ressonância magnética

 

E uma punção lombar. Curiosamente ninguém consegue fazer a ressonância magnética até ao fim porque começam a entrar em pânico, ou a falar demais, ou a mexer-se demais ou desmaiam...

 

Se fores um génio podes enganar toda a gente sem consequências

 

Podes mentir e pôr a vida do teu paciente em risco que não vais ser despedido.

 

 

Toda a gente mente

 

  old but gold

Ser amiga...

... é não usar o argumento "hoje não dá, joga o Benfica" para não ir à festa de aniversário de uma amiga hoje. Sobretudo porque em casa dela nem rede decente há para seguir o jogo pelo twitter. Espero que ela perceba o gesto grandioso que isto é.